Olá, famílias!
Outubro foi o mês que celebramos a Infância em sua plenitude e plantamos novos saberes no chão fértil da Escola Casa Verde.
Depois de vivenciarmos o elemento Fogo no início do semestre, outubro nos trouxe de volta à essência, guiados pelo novo eixo do nosso Projeto Casa: Os Sentidos do Existir. Mergulhamos no elemento Terra, esse chão que acolhe, sustenta e nos ensina sobre os ciclos da vida, sobre a paciência do plantio e a alegria da colheita. Neste bimestre, a Terra foi a nossa grande mestra, inspirando experiências sensoriais, artísticas e científicas e mostrando que o aprendizado, assim como uma semente, precisa de cuidado para brotar.
A cada página desta revista, vocês verão como os nossos grupos – Beija-flor, Aranquã, Udu da Coroa Azul, Curió, João-de-Barro, Canarinho, Ninho, e Pavãozinho – colocaram os pés na terra e o coração nas palavras, celebrando a alegria de ser criança e o poder do conhecimento coletivo.
Venham conosco redescobrir os encantos que brotaram em nosso quintal!


NA EDIÇÃO DE OUTUBRO
🌳 O Chão que Ensina: O Elemento Terra no Projeto Casa | O mergulho no elemento Terra, o novo eixo do Projeto Casa, por meio de vivências sensoriais e a criação de arte com geotintas. Cuidado, consciência ambiental e o pensamento científico ao realizar o plantio de sementes de ipê.
✨ A Força da Infância no Brincar Coletivo (Semana Especial) | Celebração da Semana das Crianças com dias de integração, festa e movimento. Foram realizadas brincadeiras resgatadas da cultura popular, Dia do Pijama e o banho de mangueira. O foco foi fortalecer a cooperação, o vínculo social e o desenvolvimento socioemocional.
💫 Palavras que Iluminam: O Encontro com Rádi Oliveira | Encontro inspirador com a escritora, educadora e compositora baiana Rádi Oliveira. A visita promoveu a escuta sensível e a reflexão sobre a literatura como direito e transformação. As crianças participaram de uma roda de leitura com a autora e criaram pinturas com tintas luminosas em resposta ao livro Terreiro Enluarado.
✖️ Matemática Viva: Agrupamentos Colaborativos | Trabalho intenso com o Material Dourado, explorando a multiplicação com dois algarismos e os conceitos de valor posicional. Os grupos mais experientes estudaram frações e frações equivalentes, utilizando a Mercearia para exercitar a soma e o pensamento estratégico.
🌍 Consciência Ambiental em Cena: Deu Queimada no Cerrado | Discussão urgente sobre as queimadas no Cerrado. O tema foi transformado em arte com a apresentação do teatro Deu Queimada no Cerrado, numa adaptação do livro de Diane Valdez. A atividade culminou em uma assembleia e na criação de placas e panfletos de conscientização.
🗣️ A Alquimia da Linguagem e o Encanto da Escrita | Fortalecimento da autoria e da escrita livre no Banco de Texto. As crianças do Grupo Ninho trabalharam a inteligência emocional com a leitura de O Monstro das Cores, enquanto as crianças do Fundamental aprofundaram o estudo de gramática, priorizando a fluência leitora em duplas.
🧐 Infância em Foco: O Olhar de Especialistas| A pediatra Juliana Melgaço inaugura nossa coluna com dicas sobre desenvolvimento infantil.
SENTIR O SOLO PARA FLORESCER A CONSCIÊNCIA
O Chão que Ensina: O Elemento Terra no Projeto Casa
A Terra é o novo chão de nossas descobertas e saberes

Outubro marcou o início da investigação profunda sobre o elemento Terra, ponto de partida para o quarto bimestre do Projeto Casa: Os Sentidos do Existir. As crianças vivenciaram propostas sensoriais, sentindo a textura, o cheiro e a potência da terra viva, que passou de mão em mão. A pergunta central, “O que a Mãe Terra nos dá?”, conduziu rodas de poesia e reflexão, revelando percepções sobre alimento, abrigo e vida . Como gesto simbólico, as crianças realizaram na escola o plantio de sementes de feijão, ipê e até mesmo de um pé de uva, mobilizando uma rotina de cuidados diários. A conexão com a natureza estimulou a consciência ambiental e a gratidão pela generosidade do solo. Integrando arte e ciências, as crianças utilizaram pó de café/açafrão e geotintas (tintas feitas de terra e água) para criar paisagens em tons terrosos __ enquanto observavam os ciclos da vida e a transformação da matéria. Essa vivência fortalece as competências da BNCC relacionadas ao Pensamento Científico e ao Repertório Cultural.

Outras faíscas da semana:
Acampamento anual “Pouso dos pássaros”
Nossa lanterna acendeu, a coragem brilhou e no quintal da escola, a noite virou aventura!

Uma noite que transformou o território familiar da escola em um universo mágico e novo. Reunidas para acampar, com lanternas e atenção total, as crianças saem à noite para observar a vida selvagem, como vagalumes, sapos e grilos que habitam o Quintal da escola após as luzes da cidade se apagarem.
O quintal conhecido se torna floresta, caverna e palco de histórias. Mesmo sob a escuridão, as crianças o exploram sem receio, pois carregam o espaço na memória de seus passos. Elas brincam, cantam, conversam e fazem teatro, exercitando a autonomia e a autoconfiança essenciais para estarem ali.
Essa vivência sob as estrelas, dormindo fora de casa e sem a presença da família, é um pequeno rito de passagem entre o medo e a coragem, marcando um momento importante de crescimento e independência para as crianças.
SEMANA DAS CRIANÇAS
A Força da Infância no Brincar Coletivo
Um mergulho em dias de pura alegria, movimento e partilha, onde o brincar é a nossa forma mais potente de aprender.

O mês de outubro foi marcado pela Semana das Crianças, uma celebração que reforçou a potência e a beleza da infância. A programação especial envolveu todas as crianças em momentos de integração, festa e movimento. Elas vivenciaram brincadeiras resgatadas da cultura popular (pato, pato, ganso; corre cutia), jogos coletivos, Dia do Cabelo Divertido, e o tão esperado banho de mangueira, que transforma o calor em alegria. Houve também a celebração do Dia do Pijama com lanche compartilhado e a exibição de filmes (Wall-E, O Lorax), que convidaram à reflexão sobre o cuidado com o outro e com o planeta. A partilha de brinquedos trazidos de casa e as atividades em grupos mistos fortaleceram a cooperação, o espírito de equipe e o vínculo social, essenciais para o desenvolvimento socioemocional e a convivência.
Outras faíscas da semana:
Oficinas de Capoeira com o Professor Ricardinho, trabalhando ritmo, força, equilíbrio e coordenação motora; além de tomarem contato com uma rica expressão da cultura afro-brasileira __que integra história, música, movimento e saberes ancestrais. Oficinas de Danças Urbanas, com a Professora Jéssika, trabalhando o corpo como linguagem e exercitando a criatividade, a autoconfiança e a escuta do outro. Oficina de Artes Cênicas com a Professora Flávia, explorando jogos teatrais, postura, composição de cenas, uso do espaço e diferentes formas de expressão. Vivência de Artes Musicais com a Professora Bruna, trabalhando percepção auditiva, afinação e respiração diafragmática. E para além das habilidades musicais e vocais, as crianças estão desenvolvendo o senso de autoria, produzindo músicas originais em composições coletivas que exploram o som como narrador de histórias.

PALAVRAS QUE ILUMINAM
O encontro com Rádi Oliveira
Terreiro Enluarado: quando a palavra vira magia e a escritora inspira a própria vida com ternura e afeto.

Um dos pontos altos do mês de outubro foi o encontro com a escritora, educadora e compositora baiana Rádi Oliveira, autora do livro Terreiro Enluarado. A visita proporcionou às crianças e famílias um momento de escuta sensível e de imersão na poesia viva. Rádi compartilhou sua história de vida e destacou a importância da literatura como um direito da infância e como caminho de transformação. Inspirados pelo livro e pela autora, as crianças criaram pinturas com tintas luminosas evocando a lua e escreveram cartas de agradecimento. O livro Terreiro Enluarado gerou reflexões sobre ancestralidade e a beleza dos quintais e da vida pulsante, conectando o aprendizado à oralidade, à autoria e à sensibilidade estética.

Outras faíscas da semana:
Estudo do gênero notícia/reportagem, com a construção de um mapa mental coletivo dos elementos estruturais desse gênero textual e o desenvolvimento de habilidades fundamentais como: leitura crítica, interpretação e organização das informações. Leitura do livro Fogão de Lenha, de Roseana Murray e do poema O Cântico da Terra, de Cora Coralina, como parte das vivências relacionadas aos elementos Terra e Fogo. Essas leituras culminaram numa atividade em que as crianças puderam sentir, de corpo inteiro, a poética que gira em torno da cozinha e a temperatura, o cheiro e a textura da terra molhada.

Oficina de Pensamento Computacional com o professor Rodrigo, trabalhando a autonomia das crianças por meio da montagem de um circuito elétrico simples, articulando conhecimentos de lógica, eletrônica e programação em uma abordagem maker e contextualizada.

PALAVRAS QUE ILUMINAM
Matemática Viva: Agrupamentos Colaborativos
O material dourado e as frações se tornam jogos de descoberta, onde o raciocínio floresce no toque e na colaboração.

O trabalho com o material dourado foi intenso, especialmente nos agrupamentos colaborativos e produtivos. As crianças exploraram a fundo a multiplicação com dois algarismos (dezenas por dezenas e centenas por dezenas), e os conceitos de valor posicional e trocas nos cálculos. As crianças dos grupos mais experientes (Aranquã) iniciaram o estudo das frações e frações equivalentes. A aprendizagem se deu de forma concreta e lúdica, com o lançamento de dados para formar os números e a visualização prática dos algoritmos. Um destaque foi o intercâmbio entre as crianças dos grupos Beija-Flor/Aranquã e os pares menos experientes do Infantil __ quando os maiores atuaram como mediadores, explicando o uso do material com carinho e paciência. Propostas como a Mercearia e a Livraria Rio Vermelho permitiram exercitar a soma, a subtração e o pensamento estratégico com dinheiro em unidades. Essa metodologia colaborativa estimula o raciocínio lógico-matemático e o respeito ao tempo do outro.
Outras faíscas da semana:
Permacultura, Arte e a Alquimia da Cinza
Da terra que nutre à fumaça que desenha: O resíduo do fogo se torna adubo para a vida ou traço para a arte

As vivências de Permacultura trouxeram importantes lições sobre reutilização e nutrição do solo. No plantio de um pé de uva na escola e na alegria de colher cenouras com as próprias mãos, as crianças sentiram, na prática, “como a terra guarda e entrega vida”.
Ao estudarem os elementos Terra e Fogo, o ponto central dessas oficinas foi a investigação sobre a transformação da matéria: as crianças aprenderam que, no Cerrado, o fogo desempenha um papel natural e importante para a renovação da vegetação e para o equilíbrio do ecossistema. E descobriram também que, quando o fogo é consequência de uma ação humana irresponsável __ pode causar sérios prejuízo, como a destruição de habitats, a morte de animais e o agravamento das mudanças climáticas. Por fim, fizeram o uso da cinza como adubo natural, chegando a vivenciar a preparação de uma receita nutritiva para a terra misturando cascas de ovos trituradas e cinzas de nossas fogueiras.

Essa reflexão sobre a cinza — um subproduto do fogo que nutre a terra — conectou-se de maneira poética e artística a outra atividade do Projeto Casa:
• Inspirados pelo artista Steven Spazuk (ASSISTA ELE EM AÇÃO), as crianças foram convidadas a realizar uma experiência artística inusitada: desenhar com a fumaça da vela. Essa vivência, trazida pelo Caderno de Atividades do Projeto Casa: Os Sentidos do Existir, permitiu que explorassem sombras, formas e texturas criadas pelo fogo, ficando encantadas com os efeitos visuais.
Assim, o aprendizado se revelou na dualidade da cinza: o que, na permacultura, se torna adubo natural para fortalecer a horta e a vida, nas artes se transforma em fuligem poética e traço criativo nas mãos das crianças, sob a inspiração de artistas como Steven Spazuk. As crianças vivenciaram, de forma prática e sensorial, como o ciclo da natureza e os resíduos dos elementos podem ser fontes ricas de cuidado, conhecimento e expressão artística.

O FOGO QUE ENSINA A CUIDAR
Consciência Ambiental em Cena: Deu Queimada no Cerrado
A urgência do Cerrado transformada em arte, jogo e reflexão sobre a vida no bioma.

O tema urgente e necessário das queimadas no Cerrado permeou as rodas de conversa, inspiradas pelo Caderno do Projeto Casa e pelos acontecimentos recentes na Chapada dos Veadeiros. As crianças investigaram as causas e consequências desses eventos, refletindo sobre sua conexão com a vida de todos.
Para aprofundar essa consciência, as professoras Nathália e Flávia Carolina adaptaram o livro Deu Queimada no Cerrado, de Diane Valdez, transformando-o em um musical apresentado às crianças com muita alegria. A peça utilizou humor e sensibilidade para abordar a importância da preservação ambiental.
Em um exercício de cidadania e escuta, a leitura do livro culminou em uma assembleia para definir os times da brincadeira de queimada — Lobo-Guará e Onça-Pintada. As crianças dos grupos Ninho e Curió também ouviram a história, enquanto os grupos João-de-Barro e Canarinho produziram placas e panfletos de conscientização sobre o tema.
Estas atividades integraram conteúdos de Ciências (bioma, ecologia) e Linguagem (oralidade, produção de texto, teatro), favorecendo às crianças o desenvolvimento da competência de argumentar com base em fatos e valores para tomar decisões coletivas.
Outras faíscas da semana:
Apresentamos às crianças a história O Grande Rabanete, de Tatiana Belinky, cuja narrativa despertou no grupo valores como cooperação e persistência. E em parceria com a equipe de nutrição, realizamos ainda uma aula sobre alimentação saudável, na qual as crianças prepararam uma deliciosa salada de frutas, conectando literatura, experiência prática e cuidado com o corpo.
Ao longo da semana, fortalecemos nossa Ciranda Literária __ um projeto que busca incentivar o gosto pela leitura em família, tendo o livro como ferramenta de encontro e afeto. Ler junto à criança é um quase abraço — um gesto que acolhe, cria vínculos e abre portas para mundos imaginários. Nesse movimento, incentivamos o prazer pela leitura, alimentando a curiosidade e consolidando o diálogo entre as histórias e o cotidiano das famílias, para que cada livro se torne semente de descobertas e desenvolvimento.

Da emoção que colore à notícia que informa
A Alquimia da Linguagem e o Encanto da Escrita
Autoria, vocabulário e a escuta sensível do mundo.

A linguagem floresceu em várias frentes ao longo do período. A escrita livre e a produção de textos em nosso Banco de Texto se fortaleceram como um espaço de autoria, onde as crianças puderam experimentar diferentes formas de expressão.
As crianças do Grupo Ninho aprofundaram a inteligência emocional por meio da leitura de O Monstro das Cores, aprendendo a nomear e acolher sentimentos com apoio de atividades de colagem e exploração das cores. Já os grupos do Fundamental vivenciaram a língua em uso, analisando pronomes, substantivos e palavras com terminações semelhantes (-ice / -isse) a partir de textos, jogos linguísticos e situações de escrita que despertaram curiosidade e reflexão sobre como as escolhas de palavras modificam sentidos.
Na Educação Infantil, o contato com as letras ganhou vida com a lousa mágica e com jogos de alfabeto, que favoreceram o reconhecimento sonoro e visual das palavras do cotidiano.
A Ciranda Literária seguiu nutrindo o repertório leitor das crianças, destacando obras que trabalham valores, como A Árvore Generosa, de Shel Silverstein, e Talvez Você Consiga, de Imogen Foxel e Anna Cunha. O desenvolvimento da fluência leitora foi priorizado em duplas e pequenos grupos, fortalecendo a confiança para ler em voz alta e compreender os textos de maneira mais autônoma.
A escuta de histórias como Vira-Lata Finório, de Sylvia Orthof, e Galo Barnabé vai ao Balé, de Jonas Ribeiro, ampliou a imaginação, incentivou conversas sensíveis e apoiou a construção de reflexões sobre temas afetivos e complexos.

Outras faíscas da semana:
Outras faíscas da semana
A música brincante “Embolando a Língua” animou os grupos Curió, João-de-Barro e Canarinho, ampliando o vocabulário das crianças e estimulando a articulação verbal por meio de jogos sonoros e rítmicos. Essa vivência se conecta às competências gerais da BNCC voltadas ao desenvolvimento da comunicação, ao uso expressivo da linguagem oral e à consciência fonológica — fundamentais para o avanço da leitura e da escrita.
Nas artes manuais, as crianças criaram rostos imaginários e expressivos utilizando recortes geométricos. Ao combinar formas, cores e composições, desenvolveram habilidades relacionadas à expressão artística, à observação e ao pensamento espacial, fortalecendo competências como repertório cultural, criatividade, pensamento crítico e resolução de problemas.
As crianças do Grupo Pavãozinho participaram de uma roda de vida e poesia com a psicóloga Mariana, um momento acolhedor dedicado à identificação das próprias emoções, ao reconhecimento dos limites do próprio corpo e ao respeito aos limites do outro. As conversas e poemas ajudaram as crianças a nomear sentimentos, compreender suas reações e construir relações mais empáticas. A atividade dialoga diretamente com as competências da BNCC ligadas ao autoconhecimento, à autogestão emocional, à empatia, à convivência ética e ao cuidado consigo e com os outros.

Os jogos de tabuleiro do Caminho dos Números incentivaram o raciocínio lógico, a contagem e a antecipação de jogadas. Além de aprofundarem noções matemáticas, tais jogos fortalecem competências como pensamento científico e matemático, resolução de problemas, planejamento de estratégias e colaboração, já que as crianças negociam regras e aprendem a lidar com vitórias e frustrações.
Na Oficina de Audiovisual, o professor Maykon orientou o grupo na produção de um projeto de stop motion inspirado nos Quatro Elementos da Natureza. O processo — que envolveu planejamento, criação de personagens e cenários, registro fotográfico e montagem da animação — favoreceu habilidades de expressão multimodal, trabalho em projeto, criatividade tecnológica e letramento digital.

INFÂNCIA EM FOCO: O OLHAR DE ESPECIALISTAS
O Essencial da Pediatria para a Liberdade Infantil
Por Dra. Juliana Melgaço, Pediatra

Inauguramos nossa coluna com a pediatra Dra. Juliana Melgaço, que defende a liberdade com segurança como pilar para o desenvolvimento de adultos saudáveis e equilibrados.
1. Fuja da Superproteção: O Poder da Exploração
O medo pós-pandemia tem levado muitos pais à superproteção, o que tolhe a experiência vital da criança. A segurança verdadeira não está em limitar, mas em permitir que ela explore o ambiente – especialmente nos primeiros cinco anos de neuroplasticidade máxima. Essa liberdade controlada é o que prepara a criança para lidar com a frustração e aprender a se defender por conta própria.
2. Conexão e Desaceleração
O desenvolvimento depende de uma conexão genuína. É fundamental usar o Cuidado Responsivo, onde a reação da criança guia a interação, e não a ansiedade do adulto.
Para combater a sobrecarga de estímulos e a ansiedade da era digital, o essencial é:
Permita o Tédio: O ócio é crucial. Ele permite que o cérebro se reorganize e desenvolva a resolução de problemas.
Natureza: O contato com o verde, o vento e os cheiros da natureza gera memória afetiva e melhora o desempenho cognitivo e o equilíbrio emocional.
3. Alimentação Consciente e Autonomia
Na alimentação, priorize a qualidade e o tempo: Comer a fruta é melhor que tomar suco. O suco é ingerido rapidamente, impedindo que o cérebro registre a saciedade, o que não acontece ao comer a fruta inteira. Além disso, incentive a autonomia em tarefas simples. Isso não só acelera o desenvolvimento como mostra à criança a sua própria capacidade.
Acolha os sentimentos, inclusive o choro, e voltem a ser criança com eles. A qualidade da primeira infância é a base de tudo.
Um mês lindo de se viver!
Outubro foi um mês de pés na terra e olhos na lua. Entre o solo que acolhe e a infância que celebra, vivenciamos a força da cooperação, a urgência do cuidado ambiental e a magia da palavra que transforma.
O chão de nossa escola, agora mergulhado no elemento Terra, não é apenas o lugar onde pisamos, mas o alicerce para muitos saberes. Vimos a matemática ganhar forma concreta, as emoções ganharem cor, e a consciência sobre o Cerrado se converter em ação e arte. O encontro com a literatura, marcado pela presença inspiradora de Rádi Oliveira, reafirmou que a escrita e a leitura são pontes que conectam o nosso interior com o universo ao redor.
Que o aprendizado colhido neste mês – a paciência da semente, a força da cooperação e a alegria do brincar – continue a nutrir o crescimento de cada criança e a fortalecer os laços de nossa comunidade. Seguimos juntos, com o coração cheio de afeto!
💚 Com carinho, Equipe Pedagógica
RECURSOS PARA NUTRIR A CURIOSIDADE

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